DBS: quais são os efeitos colaterais e como lidar com eles?

Por Dra. Ingra Souza, neurocirurgiã · CRM-RJ 52-1154672 · RQE 57405
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Você quer saber dos efeitos colaterais da DBS antes de decidir, e isso é justo. A DBS existe, acima de tudo, para devolver hora boa do dia. Por exemplo, comer sem o copo tremer. Escrever. Dormir. Quando o remédio já não segura o Parkinson ou o tremor essencial, esse é o caminho que eu mais vejo funcionar.

Além disso, dá para fazer com o seu plano de saúde. Assim, o próximo passo é agendar uma consulta e a gente conversa o seu caso com calma.

O que é a DBS, em uma frase

É o “marca-passo do cérebro”. Ou seja: fios finos num ponto certo, um aparelho no peito, um estímulo elétrico leve. Assim, esse estímulo organiza o tremor, a rigidez e a lentidão.

Ela não cura a doença. Mas ela devolve movimento no dia a dia. O panorama da cirurgia está em cirurgia de Parkinson.

E os efeitos colaterais da DBS?

As pessoas perguntam isso porque querem se sentir seguras para decidir. A resposta que eu dou no consultório é esta: entre os efeitos colaterais da DBS, o que mais aparece é o aparelho pedindo um ajuste. Ou seja, ajuste se faz sentado, na consulta, sem operar de novo.

Fala um pouco mais arrastada, um formigamento, o equilíbrio pedindo atenção nas primeiras semanas. Geralmente, isso é o estímulo ainda sendo afinado. Então eu mudo a programação e a pessoa, na maior parte das vezes, volta melhor.

Os primeiros dias são de descanso

Em primeiro lugar, a gente opera. Em seguida, o corpo descansa. Claro que um pouco de inchaço no corte é esperado e passa. O aparelho ainda nem está ligado.

Semanas depois, no consultório, a gente liga e começa a calibrar. Um passo de cada vez. Aliás, quem vem no retorno costuma ir bem. Esse acompanhamento faz parte do tratamento, inclusive na conversa do plano.

Você continua sendo você

A DBS trata o movimento. Mas não troca a pessoa. De fato, a maioria segue sendo ela mesma: o jeito, a memória, o humor do dia a dia.

Além disso, se já havia esquecimento antes, a gente olha isso na avaliação. Sem pressa. Ou seja, é um dado para decidir juntos, não um obstáculo no meio do caminho.

Eu acompanho você depois

Afinal, o que transforma a cirurgia em alívio é o depois. Retorno, ajuste, conversa. Se a fala mudou, se o tremor voltou numa hora do dia, se a família notou alguma coisa: me procura. Então a gente afina.

De todo modo, você não fica sozinho com o aparelho. Esse é o combinado.

Dá para fazer a DBS pelo plano de saúde?

Sim. A DBS é um tratamento reconhecido para Parkinson e tremor essencial quando o remédio já não segura. Em geral, muitos planos cobrem a avaliação e, quando há indicação, a cirurgia. Claro que cada carteirinha é um caso. Por isso a consulta existe: a gente vê se você é candidato e como usar o seu plano.

De qualquer forma, você não precisa chegar com o dinheiro da cirurgia na mão. Traga o histórico, os remédios e, se tiver, o cartão do convênio. Assim, o resto a gente organiza juntos. Detalhes em neurocirurgiã por plano de saúde.

Vale a pena?

De fato, para muita gente que já não se segura só no remédio, sim. A pergunta que eu faço na consulta é simples: o que mais te limita hoje, e o que a gente pode devolver.

Enfim, isso se resolve sentado, com calma. Sem pressa.

Perguntas frequentes

Quais são os efeitos colaterais da DBS?

Em geral, o que mais aparece no dia a dia é o aparelho pedindo ajuste. Mas isso a gente resolve no consultório.

A fala muda?

Às vezes ela fica um pouco mais arrastada no começo. Mas costuma melhorar quando eu afino o aparelho.

O aparelho liga na hora da cirurgia?

Não. Antes de tudo, o corpo descansa. Logo depois, a gente liga e calibra no consultório.

Vou precisar de outra cirurgia se algo incomodar?

Na maioria das vezes, não. Aliás, o que incomoda no dia a dia costuma ser programação. Então resolve no retorno.

Posso fazer a DBS pelo meu plano?

Em muitos casos, sim. Por isso, traga a carteirinha na consulta que eu te digo o caminho.

Eu continuo sendo eu?

Sim. Afinal, o alvo é o movimento. Você continua sendo você.

Quem pode fazer?

Isso se decide na consulta. Um resumo está em quem pode fazer a DBS.

Vamos conversar?

Se a DBS faz sentido para você, o próximo passo é simples: marcar um horário. Dessa forma, a gente olha o que mais te limita hoje e como usar o seu plano.

Por fim, traga o histórico e, se tiver, o cartão do convênio. Eu te recebo com calma.

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